Imagem e palavra - Constança Lucas


Desenho de Constança Lucas

© Constança Lucas - 2006 - extracto de nogueira e tinta permanente



Categoria: Desenhos
Escrito por CL às 22:50:29
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Cidade interna

Eram dias de tamanhos variados, o vento quente de verão
era sempre o melhor de tudo, fechava os olhos a voar no vento,
as esquinas desapareciam para sempre. As esperas longas
e curtas num querer de desejos imaginados, nas palavras
atordoadas de sabores infiltrados nas asas de vento.
Deixou de adivinhar, cada instante era troca
e sentir do pulsar da água.
Amar a água, nos caminhos percorridos,
nada importava, tinha o vento a abraçá-la naquele fim
de tarde na cidade interna, só dela.

© Constança Lucas - 2006



Categoria: Prosas
Escrito por CL às 22:08:03
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Germina - revista de literatura e arte

http://www.germinaliteratura.com.br/

Poemas e desenhos de Constança Lucas:
http://www.germinaliteratura.com.br/constanca_lucas.htm

 

as conchas

 

Os sons que não ouvimos
para não sabermos
das conchas soltas
em mares e areias
de terras estranhas
tão próximas
e tão alheias
ao que nos sentenciam
nas manhãs das prosas
em cantares de vozes
aflitas do saber
que ao silêncio
nunca ficamos alheios
As conchas que nos dizem
olha o mar
parte e sente
sente a amargura da partida
e a saudade do futuro

© Poema e desenho de Constança Lucas

 

 

 



Categoria: Link
Escrito por CL às 13:54:35
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Museu Botânico em Beja /PT

http://www.esab.ipbeja.pt/museu/index.htm


© Fotografias de  Humberto Chaves Área Departamental de Ciências
do Ambiente Escola Superior Agrária de Beja e
Luís Mendonça de Carvalho
Área Departamental de Ciências do Ambiente Escola Superior Agrária de Beja

apesar de o site ser pouco informativo e de as salas de exposição
me parecerem com um conceito expositivo muito antiquado,
o conteúdo parece ser muito interessante, especialmente a relação
das sementes com o ser humano...visitem



Categoria: Link
Escrito por CL às 21:47:49
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Anaïs Nin (1903-1977)

“Por que as pessoas escrevem? Já me fiz tantas vezes esta pergunta
que hoje posso respondê-la com a maior facilidade. Elas escrevem
para criar um mundo no qual possam viver. Nunca consegui viver
nos mundos que me foram oferecidos: o dos meus pais, o mundo
da guerra, o da política. Tive de criar o meu, como se cria um
determinado clima, um país, uma atmosfera onde eu pudesse
respirar, dominar e me recriar a cada vez que a vida
me destruísse. Esta é a razão de toda obra de arte”

 

©Anaïs Nin



Escrito por CL às 22:25:53
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lia as palavras que lhe haviam escrito em ondas de traços
a cada palavra o tempo evaporava-se e as letras desapareciam
para darem lugar a uma sensação de manigância
certa de que o silêncio raramente traz algo de bom
apenas esconde o que não existe e gasta a ternura

©Fotografia, escultura de barro e texto de Constança Lucas



Escrito por CL às 21:20:44
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Suspiros - desenho de Constança Lucas



Categoria: Desenhos
Escrito por CL às 21:20:35
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Faz dez dias que não chove em São Paulo

Faz dez dias que não chove em São Paulo.



Escrito por CL às 15:32:34
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Guerra Junqueiro

Projecto vercial

http://alfarrabio.di.uminho.pt/vercial/junqueir.htm

Abílio de Guerra Junqueiro (1850-1923) nasceu em
Freixo de Espada à Cinta, formando-se em Direito
na Universidade de Coimbra. Foi funcionário público
e deputado, aderindo em 1891,
com o Ultimatum inglês, aos ideais republicanos.
Influenciado por Baudelaire,
Proudhon, Victor Hugo e Michelet, iniciou uma intensa escrita poética
com o fim último de, pela crítica, renovar a sociedade portuguesa.
Retirou-se para uma quinta no Douro, regressando à política
com a implantação da República, tendo sido nomeado Ministro
de Portugal em Berna. Obras: A Morte de D. João (1874),
A Musa em Férias (1879), A Velhice do Padre Eterno (1885),
Finis Patriae (1890), Os Simples (1892), Pátria (1896),
Oração ao Pão (1903), Oração à Luz (1904),
Poesias Dispersas (1920). Em colaboração
com Guilherme de Azevedo, escreveu Viagem à Roda da Parvónia.

 

OS SIMPLES (extracto)



REGRESSO AO LAR

Ai, há quantos anos que eu parti chorando
deste meu saudoso, carinhoso lar!...
Foi há vinte?... Há trinta?... Nem eu sei já quando!...
Minha velha ama, que me estás fitando,
canta-me cantigas para me eu lembrar!...

Dei a volta ao mundo, dei a volta à vida...
Só achei enganos, decepções, pesar...
Oh, a ingénua alma tão desiludida!...
Minha velha ama, com a voz dorida.
canta-me cantigas de me adormentar!...

Trago de amargura o coração desfeito...
Vê que fundas mágoas no embaciado olhar!
Nunca eu saíra do meu ninho estreito!...
Minha velha ama, que me deste o peito,
canta-me cantigas para me embalar!...

Pôs-me Deus outrora no frouxel do ninho
pedrarias de astros, gemas de luar...
Tudo me roubaram, vê, pelo caminho!...
Minha velha ama, sou um pobrezinho...
Canta-me cantigas de fazer chorar!...

Como antigamente, no regaço amado
(Venho morto, morto!...), deixa-me deitar!
Ai o teu menino como está mudado!
Minha velha ama, como está mudado!
Canta-lhe cantigas de dormir, sonhar!...

Canta-me cantigas manso, muito manso...
tristes, muito tristes, como à noite o mar...
Canta-me cantigas para ver se alcanço
que a minha alma durma, tenha paz, descanso,
quando a morte, em breve, ma vier buscar!  "



Categoria: Link
Escrito por CL às 21:40:42
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Abraços


©Constança Lucas - desenho digital 2006



Categoria: Desenhos
Escrito por CL às 22:46:48
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Museu de postais - TEMPOSTAL

em Salvador - Bahia - Brasil

Rua Gregório de Matos nº 33
Pelourinho
Terça a Sábado das 13h às 18h.

http://www.correiodabahia.com.br/2006/07/10/noticia.asp?link=not000137104.xml
 
para Carlos Drummond de Andrade decifrar:
"O Tempostal também poderia chamar-se Tempoesia,
pois o que não lhe falta é o hálito de nostalgia poética,
evocativo do que era a vida brasileira entre 1900 e 1920
- a idade do ouro do cartão-postal".



Categoria: olhares
Escrito por CL às 19:57:35
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os sons das letras entravam em cada palavra, depois cada letra cantava
numa dança de coloridas invenções eras confundidas com a luz
num querer acreditar só precisava da esperança dos dias, as noites essas
cada vez mais distantes eram de arrepiar, já nada era real

©Constança Lucas



Escrito por CL às 08:40:03
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A Náná no inverno paulistano


©Constança Lucas 2006

 



Categoria: Náná
Escrito por CL às 19:12:42
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Desenho



Categoria: Desenhos
Escrito por CL às 08:47:37
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Força Portugal !!!!!!!!!!!!



Escrito por CL às 08:19:52
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Poema Carlos Drummond de Andrade

Poema de sete faces


Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.
 


As casas espiam os homens
que correm atrás de mulheres.
A tarde talvez fosse azul,
não houvesse tantos desejos.
 


O bonde passa cheio de pernas:
pernas brancas pretas amarelas.
Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração.
Porém meus olhos
não perguntam nada.
 


O homem atrás do bigode
é sério, simples e forte.
Quase não conversa.
Tem poucos , raros amigos
o homem atrás dos óculos e do bigode.
 


Meu Deus, por que me abandonaste
se sabias que eu não era Deus
se sabias que eu era fraco.
 


Mundo mundo vasto mundo
se eu me chamasse Raimundo,
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração.
 


Eu não devia te dizer
mas essa lua
mas esse conhaque
botam a gente comovido como o diabo.

http://www.revista.agulha.nom.br/drumm1.html



Categoria: Link
Escrito por CL às 21:44:40
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Força Portugal !!!!!!!!!!!!






Escrito por CL às 06:49:37
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bairro Poti Velho em Teresina


Bairro Poti Velho em Teresina

fotografias de Luzia Teles Veras



Escrito por CL às 22:42:46
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Giroflé Giroflá cantiga popular

 

Fui ao jardim da Celeste,
giroflé, giroflá,
fui ao jardim da Celeste,
giroflé, flé, flá.

O que foste lá fazer?
giroflé, giroflá,
O que foste lá fazer?
giroflé, flé, flá.

Fui lá buscar uma flor,
giroflé, giroflá,
Fui lá buscar uma flor,
giroflé, flé, flá.

Para quem é essa flor,
giroflé, giroflá,
Para quem é essa flor,
giroflé, flé, flá.

É para a menina ,
giroflé, giroflá,
É para a menina,
giroflé, flé, flá.



Escrito por CL às 22:36:33
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Força Portugal !!!!!!!!!!!!!!!!!



Escrito por CL às 09:10:40
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